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Cara-Unicórnio: um herói em busca da própria identidade

Cara-Unicórnio-Volume01

A vida de David mudou no dia em que foi picado por um unicórnio radioativo. Transformado em uma criatura meio homem, meio quadrúpede, ele se vê na condição de assumir seu papel de herói e aprender a usar seus super-poderes.

Utilizando o universo dos super-heróis, o quadrinista Adri A. aborda diversas questões LGBTQ+, como a descoberta e aceitação da sexualidade, o preconceito enfrentado no dia a dia e a vontade de se tornar um ativista. A metáfora é clara: David se descobre gay e embarca em uma jornada de auto-compreensão, tendo que reencontrar seu lugar no mundo.

Cara-Unicórnio - Como Virar um Cara-Unicórnio

O volume 1 de Cara-Unicórnio apresenta as quatro primeiras histórias do herói, começando com sua origem em “Como Virar um Cara-Unicórnio”. Nela, conhecemos a hilária Tia Elle, que mora com o herói e para quem ele revela sua nova identidade pela primeira vez. Os diálogos entre os personagens são muito naturais e engraçados, tornando a história fantástica um pouco mais próxima da realidade.

Em “O Caso da Bolsinha”, o Cara-Unicórnio sai em busca de oportunidades para exercer seu recém-descoberto papel de herói. Como todo principiante, ele não sabe bem por onde começar e acaba cometendo umas gafes.

Cara-Unicórnio - O Caso da Bolsinha.png

Diferente da maioria dos heróis, o Cara-Unicórnio leva uma vida normal, comete muitos erros e tem contas a pagar. Na terceira história do livro, “Coisas Certas a Dizer”, vemos o personagem em busca de emprego. A entrevista para ser parte de um supergrupo brinca com todas as inseguranças típicas dessa situação na vida real.

O livro termina com “Jantar Romântico”, onde nosso protagonista tem que enfrentar o temível Chupa-Amor em pleno Dia dos Namorados. Além de ser desajeitado como super-herói, vemos que nosso amigo também não tem lá muito jeito com o romance.

Cara-Unicórnio - Dando uma Mãozinha

O capítulo cinco do Cara-Unicórnio foi lançado na CCXP 2018 como uma revista independente e é uma continuação direta das histórias anteriores. Em “Dando uma Mãozinha“, reencontramos muitos dos personagens do primeiro volume, conhecendo cada um mais a fundo e obtendo várias revelações em uma só história.

De uma forma leve e muito bem humorada, o autor Adri A. nos leva pela jornada de autodescoberta de um cara gay. Sua jornada desajeitada mostra como um jovem de 22 anos enfrenta a intolerância, aprende a ajudar os que estão na mesma situação e amadurece em um ambiente muitas vezes hostil. Nada mais justo que enxergar esse sujeito como um super-herói.

Cara-Unicórnio Adri A CCXP 2018
Rodka com o autor Adri A. na CCXP 2018.

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