Música

Menos é mais: Mahmundi+ na Casa Natura

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foto: Cassiano Rodka

Conhecida por canções que flertam com a sonoridade dos anos 80, a carioca Mahmundi decidiu despir suas músicas dos sintetizadores e batidas eletrônicas em seu novo show.

Intitulado Mahmundi+, o espetáculo estreiou na programação de verão da Casa Natura em caráter experimental. A artista escolheu a cidade de São Paulo para testar esse formato mais intimista, com arranjos acústicos e mesas de bar na plateia. “Eu sempre ficava rindo de shows com mesa e aí… esse é o meu primeiro show com mesa”, confessou a cantora.

 

No palco, Mahmundi optou por apenas cantar, deixando o instrumental ao encargo dos músicos Victor Cupertino no violão e Filipe Coimbra na guitarra. Deixando de lado a proteção que um instrumento oferece, quase um escudo para a timidez, a compositora pegou as rédeas do espetáculo e bateu papo com os presentes como se estivesse em uma roda de amigos. O setlist englobou seus dois discos e dois EPs em arranjos simples e perfeitos para a voz de Mahmundi brilhar. Os dois músicos que a acompanharam seguraram muito bem a onda juntos, adicionando tempero às versões.

 

Entre uma música e outra, a cantora contou histórias sobre as origens das canções. “Tempo para Amar”, por exemplo, era originalmente um samba, composto por Carlinhos Rufino. Mahmundi curtia muito a melodia e resolveu trazer a música para o universo da sua sonoridade. “Desaguar” foi uma de suas primeiras composições e o pessoal de sua igreja não levava muita fé na música. “Gravei a canção no meu disco e hoje estou aqui tocando ela pra vocês”, disse ela zombeteiramente. A simpatia e a sinceridade de Mahmundi são cativantes. Ela não hesita em contar sobre seus momentos de incerteza e sua relação complicada com a igreja, onde a cantora soltou a voz pela primeira vez. “Se Jesus estivesse aqui, nem ele seria da igreja”, declarou.

 

Duas belas covers foram escolhidas para a noite: “Como Uma Onda no Mar”, de Lulu Santos, perfeita para a voz da cantora, e “Cariocas”, de Adriana Calcanhotto, que não estava prevista no setlist, mas a compositora decidiu tocar para estender o show, que ela declarou não querer que terminasse. Ninguém queria. Ou seja, o experimento deu muito certo. Recentemente, a cantora contou que o formato deve se repetir com participações de outros músicos, explicando que foi dessa ideia que surgiu o nome Mahmundi+. Então que venha mais, muito mais!

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