Literatura

Ferida

imagem: Isabel Dall’Agnol
É vai
e vem.
Sinto-me
presa na
tua presa.
E não
escapa.
Nunca.
Dói e
suga.
Suja.
Isso tudo
me corrói.
E me cospe.
E me engole.
E me esvazia.
É trago na
mente.
Trinca os
dentes.
Suplico que parta
de mim.
Que hesite.
Já não existe.
E volta,
dando a meia volta.
Pare de gastar.
Pare de exagerar.
Pare de revirar.
Grite.
E derrame.
Toca que
rompe.
Desperta que
fere.
Caminho que
raspa.
Anoiteceu meu
âmago.
Não foi um
engano.
Aqui,
crua.
Perdida.
Roubada.
Amansa
a minha carne.
E apaga a luz.
Estou a destruir.

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