Música

Melhores de 2017

melhoresde2017

Mais um ano vai, mais uma lista vem. Entre os meus discos preferidos de 2017, há espaço para riffs rápidos de hardcore, pianos delicados de jazz e experimentações eletrônicas.

Dead Cross – Dead Cross
O melhor do ano tranquilamente! Uma banda de hardcore com Dave Lombardo (ex-Slayer) na bateria, Michael Crain e Justin Pearson (integrantes do Retox) na guitarra e no baixo, respectivamente, e – cereja do bolo – Mike Patton nos vocais só poderia dar certo. O grupo, inicialmente, fez alguns shows com Gabe Serbian (The Locust) como vocalista e, depois que ele decidiu sair para curtir mais tempo com a família, a entrada de Patton deu uma guinada que mudou radicalmente o approach das canções. O que poderia ser apenas um bom disco de hardcore se tornou um excelente álbum de rock, graças à enorme paleta de cores proporcionadas pelo gogó de Mr. Mike Patton. Fez toda a diferença, e a gente agradece!

Soulwax – From Deewee
De longe, o melhor disco de música eletrônica de 2017! Os belgas do Soulwax sempre surpreendem com suas melodias e seus experimentos, criando música para dançar para quem gosta de escutar novas sonoridades. Em From Deewee, sintetizadores esquisitoides e vocais robóticos passeiam em meio a furiosas batidas quebradas. Segundo a banda, as gravações para o disco foram feitas em um só take. O vídeo do belíssimo single “Is It Always Binary” mostra como as canções foram criadas: utilizando três bateristas (incluindo Igor Cavalera) e diversos sintetizadores. Os show do grupo utilizam esse mesmo formato, sendo uma verdadeira instalação musical! Melhor performance de 2017? Sem sombra de dúvida!

Violent Femmes – 2 Mics & The Truth: Unplugged & Unhinged in America
Gravado ao vivo em diversas rádios enquanto a banda fazia a divulgação do mais recente álbum, We Can Do Anything, este disco apresenta uma bela seleção de faixas, que inclui muitas canções não tão óbvias da carreira do Violent Femmes em meio a alguns hits. A captação foi feita apenas com dois microfones, um deles apontado para o vocalista e guitarrista Gordon Gano, e o outro para o baixista Brian Ritchie. O resultado é a cara da banda, um clima intimista acústico e lo-fi.

Selton – Manifesto Tropicale
O quarteto gaúcho Selton lançou mais um belo disco de canções brasileiras salpicadas com temperos italianos, norte-americanos, latinos e o escambau. Um pouquinho mais sereno que os álbuns anteriores, Manifesto Tropicale traz a alegria e a melancolia característica dos guris embrulhada em uma produção caprichada e arranjos bem sacadinhos. World music contemporânea para ouvidos atentos!

Absynthe Minded – Jungle Eyes
Depois de um silêncio de cinco anos, os belgas do Absynthe Minded ressurgiram com um disco de canções acústicas, mas com pegadas funk e vocais pop. Relativamente conhecida na cena musical indie da Bélgica e de Portugal, a banda não tem muito alcance no resto do mundo. As canções são gostosas e os músicos são bons, deem uma chance pros carinhas!

William Patrick Corgan – Ogilala
Acústico e despretensioso, o segundo disco solo de Billy Corgan é o melhor lançamento do músico desde as épocas áureas do Smashing Pumpkins. O renomado produtor Rick Rubin foi convidado para assumir os botõezinhos em Ogilala e acabou sendo o grande responsável pelo som desnudo do álbum. Quando escutou as demos das músicas, sugeriu que as faixas fossem gravadas exatamente daquela forma, sem muitos overdubs e frufrus. Acertou na mosca!

Jamie Saft, Steve Swallow, Bobby Previte with Iggy Pop – Loneliness Road
Como se não bastasse a união do trio de piano, baixo e bateria composto por Jamie Saft, Steve Swallow e Bobby Previte, este disco traz ainda a presença de ninguém menos que Iggy Pop emprestando seus fantásticos graves para três faixas. Sim, Iggy fuckin’ Pop cantando jazz! O vozeirão do cantor se presta perfeitamente para costurar as melodias criadas pelos músicos. Segundo Jamie Saft, quando ele escutou o resultado das canções em sua cozinha, a sua filha pequena disse “Nossa, papai, eu nunca havia visto você sorrir dessa maneira!”

Filipe Catto – Catto
O gaúcho Filipe Catto mais uma vez acerta bonito ao apostar em uma sonoridade MPB com sabor atual. Muito além de utilizar elementos eletrônicos, o músico adiciona elegantes arranjos de corda para criar instrumentais impecáveis para ele destilar suas letras poderosas. A voz de Catto é um show à parte e, neste disco, ela brilha como nunca. Talvez seja o melhor do cantor, o guri é foda!

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