Literatura

Do Crepúsculo e de Maragatos

Maragatos
imagem: José Calimero
Para a vó Zenyra,
Para minha mãe, Beatriz,
Para minha madrinha Lorena,
Para minha tia Gugu,
Para minha mana Cami,
Para todas as idas e presentes doceiras da minha família,
e para o Márcio, que um dia arriscou fazer os maragatos sem benzer.
 
“São Mamede, que te levede. São Vicente, que te acrescente”.
 
Benzeu a massa farta, brilhosa, simbólica. Como se aquilo fosse a coisa mais importante do dia. E era.
 
“Que venha a pandemia. Que venha o passado, recheado de canela e memória. Que venha o futuro, com sabor de saudade. Que venham as horas. Crescimento. Angústia. Saciedade. Limites nossos de cada dia. Rogai por nós. Que venha o pão, alimento das incertezas. Fermentado pelo luto do que ficou nas entrelinhas. E do que virá: daquelas pequenas felicidades, entre o açúcar e a canela. No calor da mordida. No aroma doce e quente. Do amor. Na expectativa do abraço. E na espera de dias menos iguais”.
 
Amém.

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